Tempos de crise num mundo em mudança

Vivemos tempos de crise num mundo em mudança.

Mudança tecnológica que vai alterar, num relativamente curto período de tempo, de um modo sem precedentes, estilos de vida, relações sociais, formas de trabalho e modelos de geração de riqueza.

É um desafio enorme para cidadãos, agentes económicos e decisores políticos, uma vez que essa transição impulsionada pela tecnologia terá de ser efetuada no contexto de um desafio maior – o da sustentabilidade do Planeta Terra.

A transformação digital é marcada pela geração, transmissão, acesso e processamento de grandes quantidades de informação, consubstanciadas em desenvolvimentos como a internet das coisas, as comunicações 5G, a computação de proximidade ou de alta performance, a inteligência artificial, o processamento de voz natural e a realidade virtual e aumentada, entre outros.

Esta transição tem diferentes expressões em diferentes domínios, como sejam as redes sociais, a medicina digital ou de precisão, a fintech, a agricultura e a Indústria 4.0. Nesta última, a robotização, os digital twins de processos ou instalações, bem como o fabrico digital ou impressão 3D, são exemplos de soluções tecnológicas que modificarão significativamente os contextos de competitividade na indústria.

No entanto, a transição digital é, sobretudo, uma mudança de paradigma nas interfaces entre humanos e máquina, quer ao nível da comunicação oral e da visão artificial, quer dos modelos de negócio.

A crise provocada pela pandemia Covid19 é o desafio do momento, mas a sua superação terá de ser conseguida no horizonte de uma transição tecnológica e ambiental profunda, para a qual Guimarães quer e deve estar preparada, de modo a ser proactiva na construção do seu futuro.

Esse é o objetivo deste plano cuja implementação exige, sobretudo, alinhamento estratégico e concertação de esforços entre parceiros públicos e privados.

António M. Cunha
Presidente Executivo do GCTE